Saí de noite para fumar.
Não tive cara para regressar.
A noite estava fria e eu não, entendia, porque, receava voltar.
Era tudo tão imperfeito, para eu pensar em regressar.
Segui a passo, no meio da neblina.
Contrariei a minha sina.
Tropecei, muitas vezes, na densa neblina.
Esfolei a alma de sentimentos ruins e segui, sempre, em frente, em busca de mudar.
Libertei-me do cigarro e de quem não me quis acompanhar.
Um cenário comum e dominante, difícil de esquecer e apagar.
Agora, muito distante e para o qual prometo não regressar.
A vida não me quis poupar.
Ensinou-me a viver, aos bocados, na felicidade, que não se detém mas vai e vem.
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