sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Tropeços

Saí de noite para fumar.

 Não tive cara para regressar.

 A noite estava fria e eu não, entendia, porque, receava voltar.

Era tudo tão imperfeito, para eu pensar em regressar.

Segui a passo, no meio da neblina.

Contrariei a minha sina.

Tropecei, muitas vezes, na densa neblina.

Esfolei a alma de sentimentos ruins e segui, sempre, em frente, em busca de mudar.

Libertei-me do cigarro e de quem não me quis acompanhar.

Um cenário comum e dominante, difícil de esquecer e apagar. 

Agora, muito distante e para o qual prometo não regressar.

A vida não me quis poupar.

Ensinou-me a viver, aos bocados, na felicidade, que não se detém mas vai e vem.



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