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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Porque os corredores dos mosteiros são tão compridos?

Porque os corredores dos mosteiros são tão compridos?

Provavelmente, deve ser para que o trajeto em silêncio seja mais prolongado e haja tempo para arrumar melhor os pensamentos, até entrarmos nos aposentos principais e iniciar uma interação.
A que propósito veio esta constatação com um grau de utilidade muito residual?
Na verdade, veio da vaga de frio que estamos a atravessar neste mês de janeiro de 2024, sempre tão comprido e agreste. Algo me fez pensar na vida vivida nos mosteiros, cujas paredes gritam austeridade e segredos antigos, que resultam de histórias inacabadas e vítimas inconformadas.
Para além disso, não conheço mosteiros aquecidos e com ambientes cosy. O desconforto faz parte das aprendizagens cristãs medievais e cada vez que visito a casa dos monges, sinto arrepios e nem todos eles são de frio.   
Recolhimento e reclusão não são propriamente palavras da mesma família, apesar de haver interesses cristãos em torná-las sinónimas. 
Felizmente, posso recolher-me em ambientes confortáveis e, mesmo assim, não me desviar do que é mais importante, só porque me encontro numa situação mais acolhedora. Os desequilíbrios ambientais respirados nos mosteiros medievais, amigos próximos do desconforto, não promovem equilíbrios espirituais e alinhamentos emocionais necessários para valorizarmos o que está certo e desencadear o bem. Pode até dar-se o efeito contrário e se calhar é, por isso, que há histórias que revelam existir segredos que ocultam maldades obscenas. 
 



 

FALO DE BONDADE!

Temos memórias diferentes. As tuas não são as minhas, nem as minhas são as tuas. Há algumas que gostaria de apagar e há outras que gostaria ...